São Paulo e Palmeiras no Brasileirão 2011

Eu realmente gostaria de ter o que comentar sobre este Choque-Rei, tem jornalista que exalta a raça, aplicação defensiva e tudo mais, mas sinceramente não exalto porra nenhuma.

Se não fosse o golaço do Dagoberto que fez valer o ingresso das duas torcidas, até dos palmeirenses mais chatos que jamais reconhecerão o golaço, os dois times deveriam se juntar e restituir com juros a meia duzia de gatos pingados que apareceram.

O São Paulo segue alternando alguns poucos momentos de técnica e individualismo com completa inoperância do time inteiro, o Palmeiras sempre naquele chove e não molha há uns três anos. Bicuda do Marcos Assunção pra área e de cada duzentas bolas uma entra.

Duas escalações ridiculamente defensivas cagando de medo de ganhar alguma coisa. Felipão teve a capacidade de fazer marcação indivídual nos grandes Carlinhos Paraíba e Welington e o Adilson com três atacantes contra um time que não chega na area pelo chão.

Quando digo que não dá pra comentar não dá mesmo!

PS.: Pra quem quiser conferir aí este post saí aos trinta do segundo tempo se alguma coisa mudar me avisa aí!

A metamorfose ambulante

O São Paulo 2011 é mais um daqueles times que você não pode confiar e nem colocar sua mão no fogo por ele, pelo menos até ver os primeiros dez minutos de jogo.

Não confundam. Está longe de ser a tortura de 2007, 2008 e 2009, muito pelo contrário, o time agride e cria boas jogadas, mas parece que é só joga quando alguém lá dentro tem vontade. O mesmo time que goleia o Coxa quarenta em cinco minutos se esquece de jogar o segundo tempo e toma um sufoco inimaginável. O apático time do primeiro tempo do Avaí dá uma melhoradinha e toma o jogo em suas mãos sem qualquer dificuldade.

Enfim, neste sábado deu para notar exatamente isto.

O time é relativamente bom, nada maravilhoso, só que para ele se transformar de aberração para um time competitivo a questão é completamente psicológica. Não dá para confiar e nem dizer o que o time irá fazer, afinal, não dá pra dizer se vai entrar com vontade para golear um bom time como o Coritiba em 45 minutos ou apenas andar em campo. Não gosto do Adilson, o acho ruim, e nem tão preparado para retirar este time do ostracismo, mas se chegamos ao ponto de jogador precisar de babá para jogar bola, então para o mundo que eu quero descer.

O São Paulo segue lá em cima, na eterna indecisão se briga pela Libertadores, Sulamericana ou resolve tentar ser campeão mesmo. Seja qual for à decisão é importante que a mesma aconteça logo e que a postura do time mude. A concorrência este ano está boa demais no topo de cima e quanto mais acomodado o time ficar mais fácil será para entrar no grupo do nada ali entre o 8º e 12º.

Sobre o Atlético eu só acho relevante comentar o puta trabalho que o Renato está fazendo neste time. Sempre fui fanzaço do cara e conforme o tempo passa vejo o quão competente ele é. Ele só não tem marketing.

Catadão do futebol e Viva a Celeste!

Neste meu conturbado fim de semana e semana tive dificuldade para acompanhar o futebol, estou trabalhando demais e infelizmente escrevendo de menos, mea-culpa, mas sempre perto da TV consegui dar uma bizulhada em alguns jogos o suficiente para não deixar passar em branco alguns pontos, infelizmente não o necessário para comentar qualquer coisa de futebol.

Pelo pouco que assistí ví que o Tricolor Paulista perdeu o jogo para a covardia de seu mais novo estagiário que por algum motivo acha que precisa de três volantes para marcar o gigante Atlético Goianeense.

Pelo pouco que ví lá no Rio de Janeiro ví que o Tricolor Carioca pouco jogou futebol, o Palmeiras conseguiu jogar menos ainda, mesmo com o idolatrado craque que faz exame fora do clube para “provar” que está machucando, desmerecendo os médicos do clube e o próprio clube que ainda dá aumento pra quem faz exame na coxa fora do clube. Ah, a torcida ainda celebra ele em campo!

Ví o suficiente para não perder o golaço do garoto cruzeirense.

E não pude perder por nada o baile da Gigante Celeste Olímpica de Suares, Forlán e Lugano.

Parabéns Celeste.

Corrigindo um erro com outro

Estava mais do que na cara que a diretoria são-paulina iria fazer outra merda no comando do tricolor. No post de queda do Carpegiani eu meio que previa, tarefa nada difícil com Juvenal Juvência no comando uma vez que é só fazer a pior opção de todas. A diferença é que eu chutei o Celso Roth, pois não achei que a diretoria seria tão cara de pau.

Adilson Baptista sabe que ele não era nem a terceira opção, os jogadores sabem e os torcedores sabem também. Todos sabemos que é um técnico com quatro demissões em menos de um ano e outros péssimos trabalhos.

Odeio julgar um profissional por uma infeliz passagem, isto acontece, é natural, mas quando um sujeito é demitido quatro vezes em menos de um ano em times com perfis completamente diferentes, é difícil achar que o problema é só nos times que ele comandou.

O São Paulo esté em um momento de firmação e renovação, não é momento para apostas, é momento para comando. O mais engraçado é que os dois lados tem tanta certeza de que o casamento não dará certo que já optaram por um contrato de seis mêses, sinceramente eu dúvido que ele dure tanto, portanto, da mesma forma que o Carpegiani começou o campeonato brasileiro Adilson começa sua fase: Demitido!

Parabéns para a diretoria são-paulina, sempre invovando. Merece os créditos por conseguir fazer tanta merda consecutiva, dentro e fora dos gramados.

Quem tem razão não importa mais.

Não é segredo nem novidade para ninguém que a relação entre Rivaldo e Paulo Cesar Carpegiani ultrapassava todos os limites do profissionalismo e terminava lá no pessoal. E como aquele famoso ditado diz: “Dois bicudos não se bicam”

Que Carpegiani se comportou como uma menininha mimada e menstruada não escalando o medalhão só porque o camisa dez foi “contratação” do Rogério Ceni e do presidente é um fato. Como também é fato de que das poucas vezes que o Rivaldo entrou para o jogo não mostrou nada daquilo que fazia a torcida e todo mundo tratá-lo como o salvador da pátria.

Rivaldo FOI sensacional, fora de série, craque, mas estava jogando, ou melhor, forçando sua escalação com o nome de melhor do mundo que merecidamente construiu. Das poucas vezes que entrou deu uns passes de lado, de vez em quando uma ou outra jogadinha, mas de um modo geral nada para consagrá-lo com a alcunha de titular da pesada camisa de Raí.

Carpa foi criança, Rivaldo foi oportunista e malícioso ao expor a briga com o técnico após o término do jogo contra o Avaí e empurrar toda a torcida contra o treineiro.

O tempo passa e de certa forma o medalhão ganhou a briga contra o técnico e no seu primeiro jogo pós Carpegiani o ex-melhor do mundo joga muito bem de um modo geral e dá o passe para dois gols. Longe de mim de avaliar um jogador por um único jogo, sou completamente contra isto e acho que isto é coisa de torcedor modinha e jornalista esportivo (não entendem merda nenhuma de futebol :)), mas o que mais me espanta é a mudança da água para o vinho em menos de dois dias.

Começar jogando faz tanta diferença assim?

Será?

No primeiro jogo pós-técnico o jogador de 39 anos cala a boca do ex-técnico fácil assim?

Não sei responder esta pergunta e acho que ninguém poderá, mas fica aí a reflexão: Faltou sim um pouco de boa vontade do técnico para o jogador e do jogador para o técnico.

Não gosto muito do Carpa, mas acho que aproveitar uma boa atuação do Rivaldo pós-queda para jogar tudo nas costas do ex-técnico é oportunismo e burrice também. Rivaldo não está tudo isto e se estivesse não tava aqui no São Paulo, estava lá no Barça porque talento ele tem no mínimo o dobro da enganação chamada Messi.

PS.: Estaria no Barça não porque o Barça é maior que o São Paulo, só porque tem mais dinheiro. Até onde me lembro o Barca é até freguês do Tricolor. 🙂

Cuidando dos pequenos

É impressionante como quando olhamos de outra perspectiva, algo que parecia a solução pode até virar problema e o que era problema fica mais confortável.

Como todo ser pensante sempre fui defensor da tese de que um time tem que ter um futebol de base forte. É ele que garante o futuro do clube com as vendas e com a qualidade a baixo custo. É claro que tudo que é bom na teoria sai um pouco torto na prática.

Perdi as contas da quantidade de moleques que ví “desaparecendo” da base do São Paulo Futebol Clube e “aparecendo” jogando muita bola por aí. Bruno César, Keirrison e mais um monte de gente que não consigo puxar na memória neste momento. Perdi a conta também da quantidade de moleques que eu ví jogar demais no sub-15 e sub-16 que simplesmente são varridos dos registros do clube, não vão para o sub-17 e então depois de alguns anos aparecem fazendo sucesso em algum lugar do mundo. Não posso deixar de citar os que se destacam e na hora de subir para o profissional são vendidos e vão para a Europa sem nunca ter jogado uma partida pelo futebol profissional, este é o caso do goleador Lucas Piazon. Por fim, mas não menos ruim é quando o jogador vai para o profissional e com três partidas bem jogadas ele já dificulta sua renovação, espreme o clube que o lançou e aí abraça a primeira proposta do exterior que lhe é feita. Da atual geração podemos citar o Paulo Henrique Ganso e o próprio Casemiro.

Óbvio que você leitor entendeu que apenas usei a base do São Paulo como exemplo, pois eu a conheco com mais detalhes, mas este problema é um problema que atinge a todos os clubes brasileiros.

Aí eu lhes pergunto:

Vocês realmente acham que o Palmeiras não lança porra nenhuma há uns DUZENTOS simplesmente por que não tem estrutura? Porra, vaí me dizer que a estrutura do Santos é tão melhor que a do Palmeiras assim?

Estranhamente os moleques do Palmeiras estão desaparecendo igualzinho os jogadores são-paulinos que já ví sumir por aí.

A própria base do Corinthians. Vocês realmente acham que o que tem de melhor lá é o fraco do Dentinho? Não consigo me lembrar qual foi o último jogador bom mesmo que o Corinthians lançou.

Nós pobres mortais não temos noção da quantidade de moleques da nossa base que são vendidos, repassados e se perdem por aí antes mesmo dos quinze anos.

Quando o assunto é o nosso clube nós tendemos a tomar uma postura alienada de vítima, mas se pensarmos um pouquinhos conseguimos ver que um empresário tem poder para forçar a saída de alguém da base porque este clube deixou e principalmente: porque esta situação é comoda e acordada com os dirigentes do seu clube. Quando vemos um garoto que nunca vestiu a camisa do time ir pra Europa a gente fica com dó do dirigente achando que ele tomou o cano do empresário, só que esquecemos que quem repassou os direitos do jogador ao empresário foi o próprio engravatado a frente do seu clube. E se ele fez, como sempre faz, o fez por puro interesse próprio, $e é que me entendem.

A base é uma fábrica de craques, mas muito mais que isto é uma fábrica de dinheiro.

Se dez jogadores do sub-15 se destacam seis sobem para o sub-16, os outros quatro viraram dinheiro, e muito dinheiro.

Já adivinou pro bolso de quem né?

Ou você também acredita na história da carochinha de que o cargo de dirigente do seu clube não é remunerado e ele está lá por puro amor. Confesso que pela dor de cabeça que deve ser esta merda nem eu que sou fanático pra caralho arriscaria ter um ataque cardíaco não remunerado.

Não dá pra ter base nos moldes de hoje em dia, aos poucos infelizmente estou mudando minha opinião sobre o futebol de base de um clube. Se não é pra ter seriedade é melhor nem ter.

Não é mais fácil contratar uma duzia de olheiros bons e ficar roubando jogador da base de outros clubes por aí? É mais barato, fácil, lucrativo e dá menos dor de cabeça também. Sem falar que a chance de só sair jogador de bom nível aumenta demais, né?

O desgosto diminui também, pois o moleque não foi criado como uma jóia desde o dente de leite e simplesmente trocou o seu clube de coração pra jogar em algum lixo da Ucrânia por aí.

Equilíbrio

Não dá para negar que a Copa do Brasil deste ano seria de longe o título mais fácil a se conquistar há tempos. Não por falta de respeito aos pequenos, afinal já vimos que eles podem fazer estrago, mas é tão lógico quanto simples: em um campeonato onde os gigantes foram eliminados atipicamente, a coisa fica muito mais tranquila.

Eu poderia inventar um monte de desculpas para justificar a derrota de ontem lá em Florianópolis: dizer que o Lucas não estava tão inspirado, que o Jean perdeu um gol feito ou que o goleiro Renan foi fantástico, mas nada disso seria verdade. Apenas desculpa de perdedor.

A verdade é que o Avai foi mais time, se portou como gigante e assistiu o SPFC se encolher, cagando de medo do “poderoso” Leão.

Não dá para se iludir, o time do São Paulo é limitado, mas dizer que o time do Avai é MUITO melhor também é palhaçada, né?

A folha de pagamento do São Paulo paga no mínimo umas duas do Leão, né?

Então chego a conclusão que é tudo uma questão de comportamento e cabeça. Se o tricolor se porta como grande ganha do Avai aqui, lá e onde mais quiser. O problema é o maldito cagaço que a esquadra são paulina passa quando tem que decidir.

Pega o post que eu fiz no jogo contra o Santos e pinta ele de azul e branco, dá no mesmo.

É questão de perfil, o São Paulo não tem jogadores com o perfil de decisão, e isto não tem nada haver com a idade.

Pega o Neymar no Santos. O moleque decide dez das dez partidas que joga. O Muricy só está ganhando por que coloca todo mundo para marcar e dá uma bicuda pra frente tentando encontrar o Neymar, o mesmo joguinho que ele aplicou no SPFC, com a diferença que lá na frente tem um moleque que de fato decide.

Agora vem a parte que eu tentei evitar ao máximo, mas é foda ficar fazendo vista grossa. Não queria cornetar o Carpegiani, afinal, vou cobrar o que de um técnico cuja diretoria só lhe fornece jogadores corre e cai, não tem capacidade de lhe dar um meia que preste, um lateral direito e um primeiro volante, este é o mínimo, só que você vê um cara fazendo merda a todo o jogo também não dá pra ficar quieto.

Queria sabe quem, que com quarenta minutos de jogo não conseguiu ver que o Lucas morreu?

Porra, porque a teimosia em colocar o Rivaldo, pelo menos o cara não pipoca.

Caralho, as desculpinhas que o time fica lento já não estão enganando mais ninguém, mais lento que o Lucas deixou o time ontem não existe. O cara estava imóvel.

No começo do segundo tempo com dez minutos o cara me tira todo mundo e enche de atacante, legal a gente precisa fazer gol, mas ficar dando bicuda pra area achando que alguém vai ganhar alguma bola de cabeça é foda. Só eu reparei que este novo São Paulo é um time de anão?

É básico isto, se você tira o meio você não tem ataque, tem que ter equilíbrio no futebol, e a esta aula o Carpa faltou. Foi a mesma coisa contra o Santos e em ambos os casos só não tomamos uma goleada porque os atacantes dos respectivos times estavam com dó.

Enfim, em menos de seis meses o Carpegiani mostra que não mudou tanto desde 91 e continua o mesmo Professor Pardal de sempre.

Dá pra jogar tudo na conta dele?

Óbviamente não, fazer isto é apadrinhar inoperaveis Dagobertos, Marlos, Juans e Cia, mas de um modo geral o que o São Paulo precisa fazer para voltar a decidir é se lembrar do que é ser São Paulo.

O meu São Paulo campeão, nunca teve medo de jogar em lugar nenhum, golearia o Avai aqui e lá. Basta se lembrar que é grande. Faltou isto ao Palmeiras, ao Flamengo e ao São Paulo, apenas se lembrar que são grandes.

Quando vejo um time grande dizendo que perdeu fora de casa para um time pequeno e ainda tem coragem de dizer que foi por questão de torcida, pressão e etc, me dá vontade de parar de assistir futebol, a vergonha na cara se foi faz tempo.

Acho que esta deveria ser a primeira lição de um jogador quando ele pega a camisa de um clube destes. História.

PS.: Peço desculpas pelo post medíocre, mas é foda escrever com raiva.