Quando a retranca é boa

Quem lê este blog deve achar que sou um torcedor chato, amante do futebol bonito e ofensivo sempre. Pois é, tenha certeza disso, é isto mesmo. Sou chato pra caralho e salve El loco bielsa.

Na contra mão deste futebol ofensivo está Muricy, pragmático, retranqueiro e burocrático. Aquele futebol chato, sem opções, dependente da sorte, que tem muito mais medo de perder do que vontade de ganhar. Sua carreira foi marcada por este futebol, seus títulos, e mesmo sua passagem pelo Santos. Não dá mais para separar, Muricy é sempre sinônimo de retranca por onde passa, em alguns lugares demora mais para implantar sua filosofia, em outros menos, mas é sempre assim.

Só que quando agente vê um acerto tem que falar, por mais difícil que seja.

Ontem no jogo entre Santos e América, a esquadra santista entra em jogo cansada, toda quebrada, para um jogo difícil depois de uma viagem e um clássico muito forte e corrido. O que você faz?

Mantém o perfil ofensivo do time, atropela o América e termina de ferrar com o resto do seu time? Não, você se adapta.

Sabemos que o jogo ofensivo requer mais dos atletas, afinal, vocês tem que concordar comigo que é muito mais fácil para o técnico e para o time ficar um jogo inteiro dando bicuda para frente do que tocar, passar, correr, criar e tudo mais. É exatamente por isto que a retranca é tão eficiente nos pontos corridos.

Só que nas circunstâncias de ontem, primeiro jogo ganho, o time do Santos com muito mais qualidade que o adversário, mesmo na reserva, a coisa mais inteligente a fazer é se adaptar e aderir à retranca ao menos esta vez.

Veja, time grande fazer isto quando é necessário como ontem, é perfeitamente natural, compreensivo e até digno de elogios, como este post. O crime contra uma nação inteira e contra a história de um clube é um time grande recorrer a este jogo covarde em todos os jogos e isto deixar de ser uma alternativa para virar a única solução.

Principalmente em um time como o Santos, que por tradição e história tem sempre os times mais ofensivos de São Paulo.

Aderir a este jogo sempre é coisa de covarde, mas nas circunstâncias de ontem, apóio e elogio. E só quem me conhece e lê o meu blog sabe o quando é difícil para mim elogiar o professor, mesmo sabendo que ele não faz isto pelos motivos que eu citei, mas sim por puro costume.

Fazer o quê, né?

Era bonito ver aquela máquina de 2010 jogar, este time do Muricy de 2011, deve dar desgosto em muito santista por aí.

Quem ainda não acredita que o Muricy é totalmente dependente da sorte é porque não assistiu o jogo do Santos de ontem, onde o Santos só não tomou uns três a zero por eficiência do goleiro e pura sorte, como é cagado este Muricy. Eu e alguns amigos temos a teoria que é ocultismo, magia negra, sei lá, mas seja o que for funciona. 🙂

Não dá, tento elogiar o Muricy, mas quando me vejo estou criticando ele de novo. 🙂

PS.: Quando vejo jornalistas falando em ter colocado o time reserva contra o São Paulo, para poupar os titulares e acabar desclassificado no Paulistão eu acho ridículo. Ganhar do rival na casa dele é fantástico em qualquer campeonato, e clássico com time reserva é medo de perder.

Time titular sempre, é muito mais fácil ganhar do América com time reserva do que do São Paulo.

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One Response to Quando a retranca é boa

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