O Dia que a banana comeu o Macaco

Existem virtudes em um homem que definem no mínimo metade do seu caráter.

Gratidão é uma delas.

Virtude esta que infelizmente me parece que gente como torcedores do Santos, diretoria e a estrela “incompreendida” não fazem idéia do que seja.

Hoje o futebol presenciou um dos seus momentos mais vergonhosos, e o Santos assinou hoje um recibo de time nanico.

Vamos aos fatos.

A estrelinha xingou seu treinador e companheiros, Neymar foi multado e Dorival Junior teve o afastamento que desejava, porém diante do clássico a diretoria mudou de idéia e resolveu escalar o jogador. Dorival, firme em sua posição não o escalou e isto também é de certa forma insubordinação, não é?

Forçar o garoto a jogar o clássico não só é compreensível como correto. Diversos investidores ajudaram a manter o Neymar aqui. Gente que bancou um valor de 100 Milhões. Este tipo de gente não quer e nem deve ver o seu investimento parado depreciando.

O Dorival puniu o jogador e foi firme em sua decisão. Ganhou o meu respeito com isto. Mostrou que quem manda no time dele é ele, e ele resolve os problemas dele do jeito que achar melhor. Firmeza ele tem, coisa que diversos treinadores brasileiros que fazem questão gritar para toda a mídia que escala o time deles, não tem, mas o Dorival ainda está errado.

Não é Muricy?

Quem foi que escalou Ilsinho mesmo? Você ou o Juvenal? E o Hernanes?

Voltando ao Santos.

Uma vez que definimos que os dois estão errados, caberia a diretoria tomar a melhor decisão sobre isto, aí entra a gratidão.

Diretoria deveria ter sido um pouquinho menos palhaça e dar a Dorival todos os seus direitos. Ficar caçando motivo para mandar ele por justa causa é pura canalhice.

O Santos tinha sim um grande time, mas é clarrisima influencia do Dorival no time, o time era muito parecido com o Vasco da série B, por exemplo.

O uso das laterais também são características raras nos esquemas do Dorival.

Da mesma forma que penso que o empregador deve levar em consideração tudo que o empregado fez antes de forçá-lo a pedir demissão ou mandá-lo por justa causa a diretoria deveria ter feito o mesmo.

O treinador, junto com a molecada é claro, retirou o Santos do ostracismo que vivia há alguns anos e isto deveria ter sido levado em consideração.

O fato de a diretoria ter escolhido o jogador ao treinador também pode ser um fator bem agravante para o futuro. Ela assinou um atestado de que quem manda lá é o jogador, ele é diferenciado e quem vier será para ser comandado e não para comandar.

Perigosíssimo e principalmente, pequeno.

De um dia para o outro, toda a história do Santos se tornou melhor que os 100 Milhões do garoto, e este tipo de tradição não têm preço.

PS.:

Felizes ficam São Paulinos, que se vêem com a possibilidade de ter um treinador de altíssimo nível em um momento muito oportuno. Um cara que tem o costume de arrumar a casa em alguns lugares e deixar o time voando.

Pessoalmente eu já fico feliz em ver a possibilidade de ter no tricolor um treinador que escale laterais e não volantes.

Faz tempo que não vejo laterais no São Paulo, nem sei se ainda lembram desta posição lá.

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