Quem ainda acredita que a camisa não pesa?

Ontem, mais uma vez o futebol mostrou a todos os seus críticos e amantes de futebol pequeno o quanto é grande.

O futebol mostrou o quanto uma camisa pode pesar.

Ontem quase cem anos de história entraram em campo contra um time que nem sabe de onde veio.

Ontem o Vitória foi ao Pacaembu cheio de moral, só precisava entrar em campo fazer um golzinho e matar a partida.

Tarefa pra lá de simples na teoria. Ainda mais em um Palmeiras que não ganha nada e nem joga bem há tempos.

Mas a questão é que na prática o Vitória nem veio pra São Paulo.

Vimos na Bahia um primeiro jogo onde Palmeiras foi, com o perdão da palavra, um time medíocre. Sem organização, vontade, vinte e cinco volantes em campo, criatividade zero e que deu muita sorte no resultado.

O ótimo Deola pegou tudo e o Palmeiras , perdeu de dois a zero.

Não vou afirmar que o Palmeiras merecía ter perdido por uma diferença maior porque o time do Vitória para ser ruim precisa de mais uns três reforços.

Com a mamata que pegaram lá na Bahia precisaram de erros esdrújulos da defesa para achar seus golzinhos.

Impressionante como os avantes não olham antes de chutar ou de cruzar.

Chega a ser até cômico.

Passa uma semana, o Palmeiras é criticado por todos, prometem que serão um time com mais vergonha na cara e impulsionados pela sua torcida, que foi perfeita no dia de ontem, entrou no Pacaembu prometendo ser grande.

Acho até que esta arrancada do Palmeiras vem ao fato de estarem jogando fora de sua casa.

Incrível como os amendoins fazem mal ao Palmeiras.

Mais incrível é como uma torcida pode fazer mal ao seu próprio time.

Mas ontem não, ontem apenas os Palmeirenses de sangue verde foram prestigiar seu time e foi muito bonita a homenagem ao ídolo Marcos.

O Vitória, fez o seu papel de pequeno.

Tinha tudo para ser a classificação mais fácil da Sulamericana, mas o Vitória honrou suas tradições de time medíocre e foi ao Pacaembu doido para não deixar ninguém jogar futebol.

Queria saber de onde surgiu a tremenda capacidade que os técnicos desta geração tem de serem covardes. Não faz sentido nenhum. Como  um time que só precisa marcar um golzinho pra eliminar qualquer possibilidade de classificação adversária entra para segurar resultado.

Para mim o resultado foi justo, só pela cabeça naníca do senhor Toninho Cecílio que caiu muito no meu conceito depois dessa.

Até o achava um bom técnico, mas agora foi reduzido à Muricy.

Mas agora vamos falar um pouco do Palmeiras também.

Sinceramente o Palmeiras de ontem não mostrou nada de muito diferente do jogo la ná Bahia. Talvez a torcida, encantada com a arrancada heróica de três gols ontem, não consiga enxergar isto, mas é ilógico afirmar que um time muda da agua pro vinho em uma semana sem mudar absolutamente nada de concreto.

Mudança positiva foi a vergonha na cara. Postou-se como um time com muita raça e vontade, marca registrada dos times de Felipão diga-se de passagem.

Mas a desorganização e criatividade zero foram as mesmas, e o pior é que agora estão mascaradas pela classificação.

O Palmeiras teve domínio do jogo, volume muito maior que o Vitória e mesmo assim não conseguiu criar meia jogada de perigo maior.

O que me faz temer é que a resultado foi retrato total dos erros do Vitória e não dos acertos do Palmeiras.

O time de verde não conseguia fazer uma tabela objetiva, uma jogada certa de linha de fundo, é clara esta limitação e preocupante também. Vimos um segundo gol vindo de uma falha do goleiro que entregou a rapadura em uma bandeja, e o terceiro gol em uma falta infantil na entrada da área onde tinham mais uns três do Vitória para fazer a cobertura.

Mérito para o Assunção que cobrou uma falta milimétrica, perfeita, nem o Chinês de vinte metros de altura pegava essa.

Jogo bom pela situação, mas acho que o resultado mascara um pouco o que realmente foi.

PS.: Posso dizer que como espectador torcí MUITO para ir aos penaltís. Seria fantástico ver o Marcos salvando o Palmeiras mais uma vez no seu aniversário de 500 jogos, mas acho que algum Deus verde lá em cima não queria arriscar ver seu ídolo apostando a reputação assim.

Azar dele, tenho certeza que o Marcão iria crescer em uma hora destas como sempre fez, não é a tôa que o Palmeiras deve a ele metade do que é depois dos anos oitenta.

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